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Canto tão desatento que tento sorrir
Quando canto teus versos de amor
Grito palavras de estímulo mas rimo
Com as cores frias de uma aquarela
Danço apressado os compassos em si
E corto meus pulsos enquanto tu ris
Sou a solidão numa praça de eventos
Sangue seco de raiva na boca do cão
Sou vício enrustido no subconsciente
Estou consciente de minha inspiração
Solfejo notas sílabas de tua partitura
A tempo de medir a minha loucura
Cantando em sol o que me consome
Teu nome santo na minha boca vil
Tu leste o futuro em minhas mãos
Momentos que teu corpo me sentiu
Sou barco à deriva, sou nau sem rumo
Sou palavra viva, sou droga sou fumo
Canto apavorado que como o que diz
Na letra, amor tenho urgência ser feliz
Acelero a melodia como rajadas de luz
Torcendo meus dedos no peso da cruz
Publicações de textos e poemas de autoria de Alcides Ramos, o oficial.