Cyd Ramos

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Apelo



Não quero me desvencilhar de tuas garras
Sinto-me confortável sob teus cuidados
E meu corpo responde aos teus apelos.
Se às vezes  suspiro profundamente
É a saudade de um passado distante
Ou o desejo de um futuro incerto.
Não gosto te ver triste
Tentando decifrar meus pensamentos
Nem querendo tecer
Uma rede de supostas mentiras
Que insinuas existir
Nesse mar de ilusão que somos nós.
Deixa que a pele
Apele pelo toque da morte
Que experimentamos
A cada adormecer depois do amor.

Acende um cigarro e diz que foi bom!

Sempre


Sempre
que te levo flores
poemas e amores
provo que te amo.
O vinho barato derramo
em nossos lençóis.

Afago teu ego
sorrio e me entrego
te esculpo em mim.
Teu sangue eu aqueço
de tudo me esqueço
já não sou mais teu poeta.
Não, não deixes que as flores murchem,
Nem chores o vinho derramado!
Eles não têm culpa da minha inconstância!

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Cyd Ramos, textos, músicas e poesias