Desde o malfadado dia que saí de
tua vida,
Que minha inspiração não consigo
encontrar.
Fumo, bebo, ando pelas montanhas
e nada.
Sou poço vazio, jardim sem flor,
céu sem ar.
Mais um soneto garboso queria te
oferecer.
Mesmo que te encontres enamorada
agora,
E continues como sempre, a me
repudiar.
Bem sabes quantos te dediquei
outrora.
Não te perdi pois na verdade
nunca te tive.
Nem adeus te dei pois comigo não
estiveras.
Continuaste sempre ausente sempre
austera.
A minha alma de poeta que te
elegera musa,
Com a tua desaceitação, nunca se
importou,
Desfez-se em versos, sofreu,
chorou e amou.