Cyd Ramos

domingo, 11 de setembro de 2016

Porta aberta

Ao sair de minha vida 
Não precisa fechar a porta 
Nem entregar as chaves 
Leve-as, talvez um dia queira voltar. 
Não precisa baixar os olhos 
Nem fingir que sofre 
Não carece chorar 
Estufe o peito, levante o queixo 
Saia em alto estilo 
Da mesma forma da entrada 
Pois na minha vida 
Ninguém entra infeliz ou cabisbaixo 
Não deu certo 
Não foi o planejado ou esperado 
Vida que segue

O poeta está louco


Quem pode entender este ser
Que fala de amor quando está só
Silencia se está amando
E ama falar desse sofrimento
Finge amor onde há ódio
Despedida quando se chega
Dor que nunca se sente
Fica sério quando mente
E mente bem esse delinqüente
Melhor não se importar
Quando há choro no seu dizer
Nem mesmo confiança dar
Ao amor, sofrimento e prazer
Vaidoso como rei que andou nu
O poeta está louco e agora ri
Alimenta a vaidade dos que o lê
E vomita seus fingimentos por aí









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Cyd Ramos, textos, músicas e poesias