Publicações de textos e poemas de autoria de Alcides Ramos, o oficial.
Cyd Ramos
quarta-feira, 26 de dezembro de 2018
sexta-feira, 28 de setembro de 2018
Truculência
Eu me calo
diante de tanta truculência,
sei que como muitos,
não deveria esquivar-me das tentações.
Mas se defendo de um lado,
ataco o outro,
se amo ou odeio um,
o outro é atingido.
Não tem como amar todos?
Não tem como descobrir
o sentido da vida
e ser simplesmente feliz?
Também sou truculento,
às vezes,
preciso me vigiar!
diante de tanta truculência,
sei que como muitos,
não deveria esquivar-me das tentações.
Mas se defendo de um lado,
ataco o outro,
se amo ou odeio um,
o outro é atingido.
Não tem como amar todos?
Não tem como descobrir
o sentido da vida
e ser simplesmente feliz?
Também sou truculento,
às vezes,
preciso me vigiar!
aqui estou
você não está só
muitos choram como você
sofrem da mesma forma
achando que tudo está perdido
que viver não faz mais sentido
mas não
tem muita gente que nos ama
muitos que nos quer bem
que irão sentir nossa falta
chorarão junto com a gente
nos oferecerão colo e ombros
aí então
antes de tomar qualquer atitude
respire fundo, cante uma canção
eleve seu pensamento para o alto
e, se precisar de alguém como eu
venha, pode vir, aqui estarei
muitos choram como você
sofrem da mesma forma
achando que tudo está perdido
que viver não faz mais sentido
mas não
tem muita gente que nos ama
muitos que nos quer bem
que irão sentir nossa falta
chorarão junto com a gente
nos oferecerão colo e ombros
aí então
antes de tomar qualquer atitude
respire fundo, cante uma canção
eleve seu pensamento para o alto
e, se precisar de alguém como eu
venha, pode vir, aqui estarei
Cavalgada
Me encontro nas montanhas azuis
cavalgando um cavalo escarlate
Meus cabelos em desalinho
agarram-se aos ramos de alecrim
que insistem em odorar meu desalento
Procuro não pensar onde chegar
pois meu coração sangra de dor
Quero apenas sentir este vento
esperar que te arrependas
e venha correndo para me alcançar
antes que me encontre no precipício
Pois lá eu desistirei de ti
Deixarei o cavalo
Cortarei os cabelos
caminharei de volta
Para uma nova vida
cavalgando um cavalo escarlate
Meus cabelos em desalinho
agarram-se aos ramos de alecrim
que insistem em odorar meu desalento
Procuro não pensar onde chegar
pois meu coração sangra de dor
Quero apenas sentir este vento
esperar que te arrependas
e venha correndo para me alcançar
antes que me encontre no precipício
Pois lá eu desistirei de ti
Deixarei o cavalo
Cortarei os cabelos
caminharei de volta
Para uma nova vida
Desacerto
No que você está pensando?
Eu penso que sou de trevas
pois que não consigo sorrir
de ironia mostro os dentes
mas de amor? O que é isso?
Não me venha com elogios
sei bem o que tem em mente
seu coração parco de idéias
lançam emoções frequentes
Sou estranho ou sou sofrido?
Sim, tenho minha culpa nisso
canso-me fácil da labuta árdua
discordo dos distintos destinos
porta larga para uns, estreita sim
para outros, nenhuma para viver
Não quero morrer sem me ser
nova criação
Penso muitas vezes que sou de luz
raios luminosos rasgam meu ser
penetram no subconsciente de outrem
conscientemente explorando cavernas
dividindo meu tempo de sobra no bem
Escalo montanhas escuras e frias
deixando pegadas profundas nas pedras
carregando o limo que porventura tenha
e sopro o espírito no ouvido do vento
fingindo ser Deus em nova criação
No pomar de frutos secos proibidos
jogo novas sementes grávidas de luz
pela terra úmida com minhas lágrimas
amasso a argila para a nova inspiração
e durmo estendendo o dedo indicador
Observo os meus bonecos de corda
movimentando erroneamente na caixa
sofrendo com golpes de giz e carvão
solto neles nova neblina com as mãos
com os pés esmago a cabeça do dragão
raios luminosos rasgam meu ser
penetram no subconsciente de outrem
conscientemente explorando cavernas
dividindo meu tempo de sobra no bem
Escalo montanhas escuras e frias
deixando pegadas profundas nas pedras
carregando o limo que porventura tenha
e sopro o espírito no ouvido do vento
fingindo ser Deus em nova criação
No pomar de frutos secos proibidos
jogo novas sementes grávidas de luz
pela terra úmida com minhas lágrimas
amasso a argila para a nova inspiração
e durmo estendendo o dedo indicador
Observo os meus bonecos de corda
movimentando erroneamente na caixa
sofrendo com golpes de giz e carvão
solto neles nova neblina com as mãos
com os pés esmago a cabeça do dragão
quarta-feira, 8 de agosto de 2018
segunda-feira, 6 de agosto de 2018
Minha menina
Eu sei, tu não és mais minha menina
Fizeste voo inesperado, para nós talvez
Chorei, o céu também chorou com tua ida
Mas sei que o universo conspira a teu favor
Não vou mais ouvir teus gritos de pavor
Nem sentir teu silêncio desconfortante
Quando olhavas insistentemente o nada
Ou recusavas de uma briga participar
Será que consegues ver meus olhos?
Será que imaginas como estou aqui?
Andamos por caminhos inimagináveis
Damos passos incertos, imaginamos certos
Querendo sempre acertar, te esperando
De braços abertos, o mundo e eu, nós
Vá à luta, volte quando quiserdes, volte
O mundo é teu, é teu meu sangue, amor
Tuas raízes, teu aconchego, te esperam
Fizeste voo inesperado, para nós talvez
Chorei, o céu também chorou com tua ida
Mas sei que o universo conspira a teu favor
Não vou mais ouvir teus gritos de pavor
Nem sentir teu silêncio desconfortante
Quando olhavas insistentemente o nada
Ou recusavas de uma briga participar
Será que consegues ver meus olhos?
Será que imaginas como estou aqui?
Andamos por caminhos inimagináveis
Damos passos incertos, imaginamos certos
Querendo sempre acertar, te esperando
De braços abertos, o mundo e eu, nós
Vá à luta, volte quando quiserdes, volte
O mundo é teu, é teu meu sangue, amor
Tuas raízes, teu aconchego, te esperam
Reggae rap
Não adianta, eu não consigo dizer foda-se (dane-se)
não consigo ignorar o que se passa ao meu redor
Percorro estradas tortuosas procurando solução
Para problemas que não deixam nosso dia ser melhor
não consigo ignorar o que se passa ao meu redor
Percorro estradas tortuosas procurando solução
Para problemas que não deixam nosso dia ser melhor
Às vezes me perguntam por que ainda sou assim
Não acompanho a grande massa que acha tudo bem legal
Discordo às vezes dos modismos exaltados na tv
e das paixões que fazem todo mundo ser igual
Não adianta esconder a cabeça na areia ou fugir
Ignorar o labirinto que estamos sendo cevados
De hora pra outra não teremos mais pão e circo
já pagamos tudo e tudo pouco a pouco nos é tirado
Do meu lado tem um caído, do outro um chuta o balde
Lá fora riem da nossa miséria e apreciam nossos corpos
Não somos fracos, somos pacíficos e isso pra eles é bom
Não agimos na hora de agir, esquecemos nossos mortos
Dizer simplesmente que não está nem aí, instala um mal
Que leva todos ao esquecimento que temos de lutar.
Às vezes sou romântico demais, falo de amor e de fé
Mas não é porquê está tudo esquisito, que vou chorar
Não acompanho a grande massa que acha tudo bem legal
Discordo às vezes dos modismos exaltados na tv
e das paixões que fazem todo mundo ser igual
Não adianta esconder a cabeça na areia ou fugir
Ignorar o labirinto que estamos sendo cevados
De hora pra outra não teremos mais pão e circo
já pagamos tudo e tudo pouco a pouco nos é tirado
Do meu lado tem um caído, do outro um chuta o balde
Lá fora riem da nossa miséria e apreciam nossos corpos
Não somos fracos, somos pacíficos e isso pra eles é bom
Não agimos na hora de agir, esquecemos nossos mortos
Dizer simplesmente que não está nem aí, instala um mal
Que leva todos ao esquecimento que temos de lutar.
Às vezes sou romântico demais, falo de amor e de fé
Mas não é porquê está tudo esquisito, que vou chorar
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