Já não sei se quero sentir a aridez de teu solo,
A robustez de tua língua, a maciez de teu corpo.
Cansa olhar ao redor, ver que imploro atenção,
Por quê me deixaste sofrer, com minha canção?
Peço que esperes pelo meu chamado na curva!
Minhas vistas estão turvas, não te vejo me ouvir!
Não tenhas pena de minha humilde condição,
Pois, por mais que tu queiras, não estarei feliz.
Antes, te buscava no mar, nas ondas, e espumas.
Se muito eu vivi, esqueças, eu quero mais viver,
Amar de novo, fazer o que fiz, arriscar a perder.
Roendo unhas, rindo, implorando um tapa na cara,
Outras, pedindo um roçar de minha barba malfeita.
Espalme tuas mãos sobre meu o peito arfante!
Também nem sei se preciso de tua companhia,
Talvez eu prefira ter que buscar vidas mais férteis,
Colos suaves, palavras macias, corpos ardentes.
Mandei que plantassem lá, flores, anis e alecrim,
Para que tuas vestes negras tragam perfumes.
Senta-te na cama e acomodes a minha cabeça.
Às vezes te encontrava na areia, na lama, na cama.
Sei que não te podes esperar que eu ainda respire,
Por quê insistes ouvir meu canto, pedindo perdão?
Permita que meu espírito cansado se retire, pois,
Trêmulos lábios não exprimem notas musicais!