Cyd Ramos

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Desaceitação

Desde o malfadado dia que saí de tua vida,
Que minha inspiração não consigo encontrar.
Fumo, bebo, ando pelas montanhas e nada.
Sou poço vazio, jardim sem flor, céu sem ar.

Mais um soneto garboso queria te oferecer.
Mesmo que te encontres enamorada agora,
E continues como sempre, a me repudiar.
Bem sabes quantos te dediquei outrora.

Não te perdi pois na verdade nunca te tive.
Nem adeus te dei pois comigo não estiveras.
Continuaste sempre ausente sempre austera.

A minha alma de poeta que te elegera musa,
Com a tua desaceitação, nunca se importou,
Desfez-se em versos, sofreu, chorou e amou.








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Cyd Ramos, textos, músicas e poesias