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Em frente ao espelho
Começo minha mutação
De lentes vermelhas
Eriço minhas sobrancelhas
Com as faces sombreadas
Na boca um batom
Enroupo uma negra capa
E ponho alguns anéis
Gargalho sem sentir
Você na minha tragédia
Encontro um punhal
Sujo de sangue da virgem
Que se jogou da janela
Pois não queria ser virgem
Eu ia casar com ela
No quarto as marcas da luta
Unhas cravadas na parede
Cama fora de lugar
Celular pedindo socorro
Sorrindo corro escada abaixo
Espero o corpo no chão espatifar
Gotas de sangue na minha capa
Publicações de textos e poemas de autoria de Alcides Ramos, o oficial.