Anda esfriando minha febre por teu corpo,
Talvez seja os momentos que me deixas só,
Porque me esqueces a ver navios no porto,
E me assombras com tua frieza de dar dó.
Não quero que seja somente tua, a culpa,
Afinal fico só, não luto pela tua presença,
Esqueço-me, solidão que vem me insulta.
Busco-te, ambos necessitamos clemência.
Não posso visualizar agora uma boa saída,
Pois as portas que se abrem me dão medo,
E as amarras, se fortalecem com a dúvida.
Ainda te espero, não há entre nós segredo,
Ainda há afeição, se mesmo assim corroída,
Não a deixemos morrer, a ti isso intercedo.