Depois de tanto tempo, rever-te me assusta,
Como pudemos viver momentos tão felizes,
Perceber a distância, e vencer a ela não custa,
Amargar em saudades de diferentes matizes.
Mudamos quase nada e tua beleza continua.
Algum pecado em nossos olhos ainda queima,
Desnuda-me o corpo e eu decifro a alma tua,
Sóbrios em terras onde o desconforto reina.
E assim, conduzindo o nosso embaraço,
Arrefecemos o calor desejo de nossa pele,
Triste, murcha, de um encontro fracasso.
Tu te encontras em outras notas musicais,
Me encontro em solos de velhas partituras,
Distância, saudade, amor, dor e amargura.
