Deixaste-me neste labirinto de pensamentos,
Onde as palavras não conseguem expressar,
O verdadeiro estado da alma ou o momento
Que devemos esquecer as etiquetas e gritar.
Por que me obrigas buscar respostas da vida?
Por que não me deixas viver sem um motivo?
Te tornas oculto e deixas que eu transgrida,
Punindo-me ferozmente como pai opressivo.
Ah, mas todos os dias quem me pune sou eu.
Respostas não terei, se a ti não sei perguntar.
Mas sei que há em ti culpa, pois me concebeu.
Se tu te cansas de mim, ainda hei de obstinar,
Por que insisto viver, por quê? Se não valeu,
A luta que até agora travo para me escapar?