Permita-me
olhar nos teus olhos
Denunciar,
ainda podes me amar
Desejo-te
inerte e resfolegando
Coração
frio e tonto, a palpitar
Peço-te
não forçar tua natureza
Por si só,
deixe a resposta soar
Fluir como
água em um riacho
Buscando
os caminhos do mar
Ah, esse
desassossego iminente
Impele-nos
demandar consciente
Réplicas
do ato de amar e amar
Hoje, as
palavras não me cativam
Pois elas,
teu amor não exprimem
Perdoe-me,
não as posso aceitar